Carla Daruich de SouzaSANTOS, ANGELICA R. de C.2026-01-132026-01-132024SANTOS, ANGELICA R. de C. <b>Redução da dose de radiação em TC pediátrica</b>: avaliação retrospectiva e recomendações técnicas. Orientador: Carla Daruich de Souza. 2024. 109 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Tecnologia das Radiações em Ciências da Saúde) - Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - IPEN-CNEN/SP, São Paulo. Disponível em: https://repositorio.ipen.br/handle/123456789/49104.https://repositorio.ipen.br/handle/123456789/49104O número de tomógrafos tem aumentado no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Com isso, a contribuição relativa da Tomografia Computadorizada (TC), em pacientes adultos e pediátricos, para dose de radiação tem aumentado proporcionalmente. A TC de Crânio é solicitada com frequência para pacientes pediátricos, sendo utilizada no rastreio de várias hipóteses diagnósticas. A determinação radiológica dos diâmetros cranianos na infância tem importância para a clínica pediátrica e neuropediatria. Para este público a preocupação do uso da radiação deve ser redobrada justamente pelas alterações fisiológicas em crianças que levam a diferença da radiossensibilidade dos tecidos. A utilização de um único tamanho de referência pode ser inapropriada, a modelagem do tamanho do paciente é o primeiro passo para gerenciar e estimar o risco pediátrico. Analisar e melhorar protocolos são princípios de proteção radiológica que atendem ao princípio ALARA. Este trabalho analisou retrospectivamente a exposição de pacientes pediátricos de 0 à ≤ 18 anos, submetidos ao exame de tomografia computadorizada de crânio, no triênio de (2020 a 2022). A amostra de dados é de conveniência, foram incluídas 455 pacientes, ambos os sexos: 252 (55%) masculino e 203 (45%) feminino. Os pacientes foram divididos em grupos etários e considerando o tamanho do crânio e idade, parâmetros de varredura como energia do feixe (kVp), corrente do tubo (mA), e dados de dose recebida (CTDI e DLP) foram analisados estatisticamente. Os dados mostram que os DLP totais analisados são consistentemente superiores às diretrizes da UE para todas as faixas etárias. As diferenças são mais acentuadas nos pacientes mais jovens, que são mais radiossensíveis. A dose efetiva variou significativamente entre os grupos (p = 0,000), sendo maior no grupo de 3 meses a 1 ano, seguido por 0 a 3 meses, 1 a 6 anos, 6 a 12 anos, e menor no grupo de 12 a 18 anos. Contrariando expectativas, pacientes com circunferência encefálica maior receberam doses menores. Esses resultados evidenciam a necessidade de otimização dos protocolos clínicos.109poropenAccessRedução da dose de radiação em TC pediátricaRadiation dose reduction in pediatric CT: retrospective evaluation and technical recommendationsDissertação