Manual de boas práticas para implementação da humanização em procedimentos radiodiagnóticos

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Maria Da Penha Albuquerque Poitens

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Os técnicos de radiologia desempenham um papel crucial ao ouvir e respeitar as necessidades dos pacientes, especialmente em um ambiente onde o medo e a ansiedade são comuns. Este trabalho focou na humanização do atendimento radiológico, conduzindo uma pesquisa quantitativa e exploratória com 38 técnicos e tecnólogos. Os resultados revelaram um perfil predominante de tecnólogos com mais de 4 anos de experiência, atuando em hospitais públicos e privados, com cargas horárias variadas e especialização em Raios-X, Tomografia Computadorizada e Mamografia. Os profissionais associam a humanização a escuta ativa, empatia, acolhimento e comunicação clara, implementando-a com diálogo simples, gentileza e garantia de conforto. Contudo, enfrentam desafios significativos: apenas 10% receberam treinamento formal sobre humanização, e a maioria relata excesso de exames, pouco tempo com o paciente, comportamento difícil de alguns pacientes e falta de apoio institucional. Apesar das lacunas na capacitação, 89,3% dos participantes veem o suporte emocional como parte de suas atribuições, e 92,9% acreditam que a humanização pode evitar a repetição de exames. No entanto, 60,7% sentem que seus hospitais precisam melhorar drasticamente a implementação da humanização. Para mitigar essas questões, o estudo propõe um manual educativo com diretrizes sobre acolhimento, comunicação empática, ambiência, posicionamento, atenção a grupos vulneráveis, participação de acompanhantes, privacidade, educação ao paciente e autocuidado profissional, visando transformar o ambiente técnico em um espaço de cuidado mais eficiente e centrado no paciente.Radiology technicians play a crucial role in listening to and respecting patients' needs, especially in an environment where fear and anxiety are common. This study focused on the humanization of radiological care, conducting a quantitative and exploratory survey with 38 technicians and technologists. The results revealed a predominant profile of technologists with more than four years of experience, working in public and private hospitals, with varying workloads and specialization in X-rays, CT scans, and mammography. These professionals associate humanization with active listening, empathy, warmth, and clear communication, implementing it with simple dialogue, kindness, and ensuring comfort. However, they face significant challenges: only 10% received formal training on humanization, and most report excessive exams, insufficient time with patients, difficult behavior from some patients, and a lack of institutional support. Despite these training gaps, 89.3% of participants see emotional support as part of their responsibilities, and 92.9% believe that humanization can prevent repeat exams. However, 60.7% feel that their hospitals need to drastically improve their implementation of humanization. To mitigate these issues, the study proposes an educational manual with guidelines on welcoming, empathetic communication, ambiance, positioning, attention to vulnerable groups, companion participation, privacy, patient education, and professional self-care, aiming to transform the technical environment into a more efficient and patient-centered care space.

Como referenciar
JESUS, JOSE C. Manual de boas práticas para implementação da humanização em procedimentos radiodiagnóticos. Orientador: Maria Da Penha Albuquerque Poitens. Coorientador: Carla Daruich de Souza. 2025. 67 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Tecnologia das Radiações em Ciências da Saúde) - Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - IPEN-CNEN/SP, São Paulo. Disponível em: https://repositorio.ipen.br/handle/123456789/50261. Acesso em: 06 Nov 2026.
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