Submissões Recentes

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    Novas abordagens para o rastreio do câncer de mama

    2025 - ARAUJO, TAINA F.L.

    O câncer de mama é o mais recorrente nas mulheres, depois do câncer de pele não melanoma, representando um grande desafio para a saúde pública brasileira. Atualmente, a mamografia é o exame padrão para o rastreio, a compressão mamária pode gerar um grande desconforto nas pacientes, fazendo com que muitas não façam o exame periodicamente, com isso nasce a necessidade de explorar novas alternativas. O trabalho discute, além da mamografia, outras tecnologias já empregadas na detecção precoce, trazendo também informações de dispositivos inovadores. Uma parte do estudo é a aplicação do Monitoramento do Horizonte Tecnológico (MHT) – ferramenta que permite identificar e acompanhar inovações emergentes –, enfatizando a importância do planejamento de cenários e da simulação para orientar a incorporação de novas tecnologias no contexto do rastreamento e diagnóstico do câncer de mama. O trabalho mostrou que o uso da inteligência artificial e MHT podem ser importantes aliados no diagnóstico precoce do câncer de mama.

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    Dissertação IPEN-doc 32383

    Proposta de método para justificativa de tamanho de amostra em verificação de projeto de equipamentos médicos

    2025 - MELLUCCI, LUIZ H.Y.

    O processo de verificação faz parte do processo mais abrangente de desenvolvimento de equipamentos médicos, que por sua vez faz parte do Sistema de Gestão da Qualidade de instituições que realizam partes do ciclo de vida de um equipamento médico. Na verificação é feita a comprovação de que o projeto do equipamento atende aos requisitos especificados para ele. Existem diferentes formas de verificação, sendo a realização de testes em amostras uma forma comum. A justificativa de tamanho de amostra com técnicas estatísticas é exigida para testes de verificação por normas e regulamentações nacionais e internacionais, como a ISO 13485, que introduziu este requisito na sua versão de 2016. Tais técnicas dão significado estatístico para os testes, fazendo conexão objetiva dos testes de verificação com o comportamento do produto, visando proporcionar que o equipamento médico seja seguro e eficaz. Este trabalho reúne técnicas estatísticas úteis para a justificativa do tamanho de amostra em testes de verificação e propõe um método construído com tais técnicas, bem como uma ferramenta de apoio, para serem aplicados na justificativa do tamanho de amostra, tanto para a estimativa do tamanho de amostra necessário para testes em planejamento, quanto para a justificativa do tamanho de amostra utilizado em testes executados. Além de tal método, este trabalho traz considerações que visam primordialmente auxiliar a obtenção de tamanho de amostra reduzida, a fim de propiciar economia de recursos enquanto mantém níveis apropriados de segurança e atendimento a requisitos. O método apresentado neste trabalho foi aplicado a um teste de verificação de exemplo.

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    Dissertação IPEN-doc 32382

    Manual de boas práticas para implementação da humanização em procedimentos radiodiagnóticos

    2025 - JESUS, JOSE C.

    Os técnicos de radiologia desempenham um papel crucial ao ouvir e respeitar as necessidades dos pacientes, especialmente em um ambiente onde o medo e a ansiedade são comuns. Este trabalho focou na humanização do atendimento radiológico, conduzindo uma pesquisa quantitativa e exploratória com 38 técnicos e tecnólogos. Os resultados revelaram um perfil predominante de tecnólogos com mais de 4 anos de experiência, atuando em hospitais públicos e privados, com cargas horárias variadas e especialização em Raios-X, Tomografia Computadorizada e Mamografia. Os profissionais associam a humanização a escuta ativa, empatia, acolhimento e comunicação clara, implementando-a com diálogo simples, gentileza e garantia de conforto. Contudo, enfrentam desafios significativos: apenas 10% receberam treinamento formal sobre humanização, e a maioria relata excesso de exames, pouco tempo com o paciente, comportamento difícil de alguns pacientes e falta de apoio institucional. Apesar das lacunas na capacitação, 89,3% dos participantes veem o suporte emocional como parte de suas atribuições, e 92,9% acreditam que a humanização pode evitar a repetição de exames. No entanto, 60,7% sentem que seus hospitais precisam melhorar drasticamente a implementação da humanização. Para mitigar essas questões, o estudo propõe um manual educativo com diretrizes sobre acolhimento, comunicação empática, ambiência, posicionamento, atenção a grupos vulneráveis, participação de acompanhantes, privacidade, educação ao paciente e autocuidado profissional, visando transformar o ambiente técnico em um espaço de cuidado mais eficiente e centrado no paciente.

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    Dissertação IPEN-doc 32348

    Comunicação em medicina nuclear

    2025 - LIMA, NATALIA M.

    Este trabalho aborda o uso do iodo-131 no contexto do teranóstico aplicado ao carcinoma diferenciado da tireoide, com ênfase nos cuidados de radioproteção e na comunicação entre profissionais da medicina nuclear e pacientes. A radioiodoterapia com ¹³¹I é amplamente utilizada no tratamento de doenças tireoidianas, sobretudo após tireoidectomia, sendo essencial que o paciente adote medidas específicas de proteção radiológica no período pós-terapia. No entanto, muitos pacientes apresentam dificuldades para compreender e seguir corretamente essas orientações, que costumam estar embasadas em normas técnicas e expressas em linguagem pouco acessível. O estudo caracteriza-se como uma pesquisa aplicada, com abordagem mista (qualitativa e quantitativa), incluindo revisão integrativa da literatura e aplicação de questionário estruturado a profissionais da área. A análise dos dados revelou lacunas na padronização das orientações e indicou a necessidade de materiais educativos mais claros e acessíveis. Como produto, foi desenvolvida uma cartilha ilustrada com linguagem adaptada ao público leigo, reunindo recomendações de segurança baseadas nas normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e da ANVISA. O trabalho contribui para a promoção da radioproteção individual e coletiva, além de reforçar a importância da comunicação eficaz em tratamentos com radiofármacos.