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    Mapeando a inovação no Sudoeste Amazônico

    2025 - OLIVEIRA, CLAUDINEI de

    Analisa-se, nesta tese, a estrutura e a dinâmica das redes institucionais de geração e difusão do conhecimento no Território Vale do Jamari (TVJ), situado no estado de Rondônia. O objetivo foi mapear as interações entre seus diversos atores e investigar a capacidade de adaptação às políticas públicas de inovação formuladas nos níveis federal, estadual e municipal. Com base em dados secundários públicos, coletados em plataformas oficiais, foram verificados os vínculos formais entre universidades, centros de pesquisa, órgãos governamentais, instituições de apoio técnico, entidades empresariais e sociedade civil organizada. Como abordagem metodológica, utilizamos a Análise de Redes Sociais (ARS), considerando-se as particularidades históricas e estruturais do sudoeste amazônico. A pesquisa foi conduzida a partir de uma matriz de adjacência institucional construída com base nos vínculos mapeados entre os atores. Aplicamos métricas estruturais como modularidade, assortatividade (clássica, bayesiana e local) e o procedimento estatístico QAP (Quadratic Assignment Procedure). Os resultados indicaram baixa segmentação estrutural (modularidade = 0,0554), ausência de polarização por atributos institucionais (assortatividade = 0,0062) e correlação nula entre os vínculos e atributos econômicos municipais (QAP = +0,0067), indicando a presença de uma rede relacional distribuída, com conexões transversais e articulações institucionais assimétricas. Discute-se, ainda, a influência da diversidade institucional e da heterogeneidade territorial na forma como os atores se articulam em contextos de baixa densidade organizacional. Esses resultados estruturam uma base analítica que pode ser mobilizada em estudos aplicados sobre políticas públicas de inovação, com potencial de replicação em outros territórios amazônicos periféricos. Além de orientar análises sobre padrões de articulação institucional, a abordagem adotada oferece subsídios à avaliação da sustentabilidade das redes regionais de conhecimento diante de novas diretrizes públicas.

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    Desenvolvimento de microesferas cerâmicas à base de alumina via gelificação interna para adsorção de íons de metais pesados em efluentes industriais

    2025 - MOREIRA, TATIANA M.

    O uso de metais pesados na indústria abrange uma ampla gama de aplicações, devido às propriedades desses elementos. Alguns desses metais, como: cádmio, cromo, zinco, níquel e manganês, desempenham papéis essenciais em diversos processos industriais, como na fosfatização. Essa técnica é comumente utilizada na indústria para preservar a durabilidade de peças metálicas, prevenindo a oxidação e prolongando a vida útil do material. Embora esses metais desempenhem funções importantes na indústria, a gestão responsável de seu uso é fundamental para minimizar impactos ambientais e potenciais riscos à saúde. Estratégias sustentáveis, reciclagem e regulamentações adequadas são essenciais para garantir a utilização responsável desses elementos, promovendo práticas industriais seguras e ecologicamente sustentáveis. Neste contexto, o objetivo desta pesquisa foi desenvolver microesferas cerâmicas adsorventes à base de alumina, produzidas por meio de gelificação interna e submetidas à calcinação em temperaturas de 600 ºC, 700 ºC e 800 ºC. Na busca pela otimização das características das microesferas, foram desenvolvidas combinações de alumina com sílica, bem como alumina com hematita. Essa abordagem visou contribuir para o tratamento de efluentes industriais resultantes de processos que envolvem o uso de metais pesados. O método de adsorção em batelada e leito fixo foi empregado para este fim. Uma solução tricatiônica, composta pelos íons Zn2+, Ni2+ e Mn2+, foi estabelecida como adsorvato. Essa solução é frequentemente empregada na indústria, especialmente as automotivas, para a proteção contra corrosão em chapas metálicas. As microesferas foram caracterizadas quanto à morfologia e distribuição de tamanho de partículas, área de superfície específica, adsorção gasosa e fases cristalinas. O adsorvato foi analisado por espectroscopia de emissão atômica por plasma acoplado indutivamente. O equilíbrio na adsorção foi analisado utilizando modelos de isotermas de Langmuir e Freundlich. A análise do ajuste de correlação linear de Pearson indicou uma notável afinidade com o modelo de isoterma de Freundlich. A preferência por este modelo sugeriu que as interações adsorvente-adsorvato são mais complexas e heterogêneas, refletindo a natureza não uniforme dos sítios de adsorção nas microesferas. Os resultados obtidos demonstraram uma remoção altamente eficaz, superior a 90%, dos metais pesados analisados. A eficiência do sistema revelou uma sequência de remoção dos íons Zn2+ > Ni2+ > Mn2+. Esse fenômeno destaca a eficácia notável das microesferas à base de alumina como adsorvente desses íons avaliados.

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    Avaliação de juntas soldadas pelo processo MIG de aços inoxidáveis austenítico 316L e duplex 2205 para recipientes de rejeitos nucleares alocados em poço de descarte

    2025 - ANJOS, RONNIE S. dos

    O aço inoxidável duplex é um material da família dos aços inoxidáveis. Eles são chamados de duplex porque, à temperatura ambiente, eles se consistem em duas fases, austenita e ferrita. Esse material possui excelente tenacidade e resistência mecânica, além de oferecer vantagem na resistência à corrosão e economia de peso. Devido a essas características, nesse estudo foi indicado como material para fabricação de recipientes de rejeitos nucleares alocados em poço de descarte, usualmente fabricado com austenítico AISI 316L. Tal estudo baseou-se na soldagem do aço inoxidável duplex AISI 2205 pelo processo Gas Metal Arc Welding (GMAW), usando a variante Metal Inert Gas (MIG), com aplicação de dois aportes térmicos, 1,00 KJ/mm e 1,37 KJ/mm, e na avaliação das juntas soldadas a partir de ensaios destrutivos e não destrutivos. Os resultados para o duplex 2205 das amostras soldadas com o maior aporte mostraram maior limite de resistência a tração e energia absorvida, após ensaios mecânicos. Isso deveu ao fato de que, o aporte aplicado de 1,37 KJ/mm favorecer a formação da austenita em maior quantidade na junta soldada, sendo esta uma fase com maior resistência mecânica em relação à ferrita. Portanto, por apresentar juntas soldadas com maior resistência mecânica, em relação ao aço austenítico 316L, recomenda-se o aço duplex 2205 para a fabricação de recipientes de rejeitos nucleares alocados em poço de descarte. A utilização do aporte térmico de 1,37 KJ/mm, ainda que tenha demonstrado uma maior tendência para a corrosão intergranular na interface entre os grãos de ferrita e austenita, propiciou juntas soldadas com um maior balanceamento entre as fases ferrita e austenita e maior resistência mecânica, em relação às juntas soldadas com o menor aporte térmico.

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    Modelagem computacional da convecção natural no reator IEA-R1

    2025 - COSTA, FRANKLIN C.

    Este trabalho apresenta uma modelagem tridimensional da convecção natural no reator IEA-R1 utilizando-se o método de meios porosos com Dinâmica dos Fluidos Computacional (CFD). Dados experimentais de um transiente de parada de bomba foram utilizados para validação dos modelos. Este acidente foi escolhido devido à disponibilidade de dados experimentais de um teste realizado utilizando-se um Elemento Combustível Instrumentado. Duas técnicas de CFD foram utilizadas para modelar o acidente durante o procedimento de comparação com os resultados experimentais. Na primeira etapa, o transiente foi modelado por meio de um canal de combustível. Em seguida, um elemento combustível foi modelado utilizando a técnica de meios porosos com os dados obtidos na simulação de canal. Em ambos os casos, a queda de vazão no núcleo foi determinada com o código RELAP5. Na última etapa do trabalho, o modelo poroso do elemento combustível, CFD, foi utilizado para simular de forma integral o reator IEA-R1 em regime de convecção natural. As duas simulações transientes reproduziram satisfatoriamente os dados experimentais provenientes da literatura. Embora os modelos tenham respondido adequadamente em todo o transiente, observou-se que a temperatura de pico foi superestimada. O modelo de canal superestimou este pico em apenas 1,6ºC e o modelo de meio poroso em 10,5ºC. Apesar desta maior discrepância devido à simplificação do modelo, a técnica de meios porosos pode ser considerada viável e confiável para a simulação do núcleo de reatores nucleares de forma integral. O modelo integral do reator IEA-R1 em regime de convecção natural possibilitou analisar os perfis de velocidade e temperatura no reator e poderá ser utilizado para estudos futuros de acoplamento neutrônico e termo-hidráulico.