Análise da presença de marinobufagina e bufotenina nas glândulas cutâneas do sapo Rhinella icterica através da Tomografia por Coerência Óptica e Espectroscopia Raman
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Autores IPEN
Orientador
Anderson Zanardi de Freitas
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Resumo
Os sapos apresentam dois tipos de glândulas espalhadas pelo seu corpo, as mucosas e as granulosas (venenosas). Ainda não foi esclarecido se apenas as granulosas produzem toxinas venenosas ou se mucosas também são produtoras mas de menor quantidade. Nos sapos da espécie Rhinella icterica, é sabido que duas das principais toxinas presentes na secreção venenosa são a bufotenina e a marinobufagina. Neste trabalho, para esclarecer tal dúvida a respeito participação de cada glândula cutânea na autodefesa, foram analisadas as estruturas ligadas à defesa do anfíbio na macroglandula parotoide e região dorsal com a técnica de tomografia por coerência óptica em um casal de sapos da espécie Rhinella icterica. Após isso, os espectros Raman vibracionais teóricos das toxinas mencionadas foram calculados pela Teoria do Funcional da Densidade e comparados aos espectros experimentais para a avaliação de quanto essas componentes estão sujeitas a variações devido ao ambiente em que são submetidas. O sapo macho foi eutanasiado e teve ambas as parotoides removidas, das quais foram feitos cortes histológicos que foram mapeados por microscopia óptica. A partir dos mapeamentos, foram tomados os espectros Raman das glândulas mencionadas e da secreção venenosa que foram comparados uns com os outros e com os espectros das toxinas para verificar a presença das mesmas em cada componente.