Gestão da inovação na indústria farmacêutica no Brasil: estudo de múltiplos casos

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Desiree Moraes Zouain

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A indústria farmacêutica brasileira é caracterizada por atraso tecnológico como resultado do baixo investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) desde décadas passadas. O paradigma tecnológico histórico favoreceu a busca de industrialização mais intensiva, concentrada em produção e comercialização, em detrimento das atividades de PD&I e produção de farmoquímicos. O mercado brasileiro cresceu e ocupa a 6ª posição no ranking mundial, porém ainda é deficiente em termos de inovações. O objetivo desta pesquisa é identificar como processos internos de inovação são gerenciados nas organizações estudadas; destacar as melhores práticas observadas e indicar quais estratégias podem ser adotadas pelas indústrias farmacêuticas no país. A metodologia inclui um estudo de múltiplos casos em nível exploratório, com abordagem qualitativa. O universo da pesquisa inclui duas empresas privadas (Biolab e MSD), dois institutos de pesquisa (Instituto Butantan e IPEN) e um parque tecnológico (Parque Tecnológico da Vida). A partir dos estudos de caso, foi possível identificar os processos de inovação, estrutura organizacional, práticas e ferramentas utilizadas. Foram também observadas suas deficiências em termos de estrutura organizacional ou falta de procedimentos, por exemplo. Em perspectiva geral, é possível concluir que as empresas privadas nacionais ou multinacionais, independentemente de sua orientação estratégica, apresentaram: gestão de projetos bem estruturada; aplicam mecanismos de prospecção para a busca de oportunidades; foco em marketing e nos médicos mais bem conceituados no mercado. Por outro lado, as instituições públicas, em geral, concentram seus esforços em: atividades de P&D; realizam mais parcerias tecnocientíficas; apresentam maior deficiência na gestão de projetos; o progresso depende do pesquisador-líder; as decisões são fortemente baseadas em aspectos tecnocientíficos; o financiamento dos projetos é baseado no modelo público. O parque tecnológico, como modelo de ambiente de inovação, apresenta, respeitando as devidas proporções, aspectos positivos tanto por parte das empresas privadas quanto das instituições públicas. Em síntese, as instituições públicas de pesquisa devem considerar melhorias em sua estrutura organizacional, uso de técnicas e ferramentas de gerenciamento de projetos. As empresas privadas devem concentrar-se na cópia de produtos inovadores para proporcionar aprendizado e evolução em sua trajetória de inovação, enquanto continuam a realizar prospecção de oportunidades de parceria. Os parques tecnológicos devem manter e procurar ampliar sua rede para permitir acesso à infraestrutura tecnológica para a incubação de novos projetos de pesquisa.

Como referenciar
YAMAGUISHI, SERGIO H. Gestão da inovação na indústria farmacêutica no Brasil: estudo de múltiplos casos. Orientador: Desirée Moraes Zouain. 2014. 225 f. Tese (Doutorado em Tecnologia Nuclear) - Instituto de Pesquisas Energeticas e Nucleares - IPEN-CNEN/SP, São Paulo. DOI: 10.11606/T.85.2014.tde-17122014-111515. Disponível em: http://repositorio.ipen.br/handle/123456789/23502. Acesso em: 20 Mar 2026.
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