Análise antivenômica de segunda geração para avaliação do perfil imunológico de venenos elapídicos
| dc.contributor.advisor | Patrick Jack Spencer | |
| dc.contributor.author | FELGUEIRAS, CARLOS F. | |
| dc.coverage | Nacional | |
| dc.date.accessioned | 2026-03-24T17:16:32Z | |
| dc.date.available | 2026-03-24T17:16:32Z | |
| dc.date.issued | 2025 | |
| dc.description.abstract | Apesar de representarem pequena parcela dos acidentes ofídicos ocorridos no Brasil, as serpentes do gênero Micrurus apresentam grande importância médica e epidemiológica, devido à elevada letalidade de seu veneno, que tem como componentes predominantes as fosfolipases A2 (PLA2) e as toxinas three finger (3FTx) neurotóxicas. O único tratamento específico para o envenenamento é a administração de soro antielapídico, cuja formulação brasileira se baseia nos venenos de M. corallinus e M. frontalis. Esse produto, contudo, apresenta reduzida eficácia na neutralização do veneno de corais que habitam outras regiões do país além do Sudeste. Estudos anteriores mostraram a capacidade de um soro comercial pentavalente, baseado em elapídeos australianos, de neutralizar in vivo os venenos de Micrurus que não são neutralizados pelo soro brasileiro. Neste trabalho, foi avaliada a imunorreatividade de ambas a formulações frente ao veneno de M. lemniscatus, utilizando-se da plataforma de antivenômica de segunda geração, baseada na combinação de cromatografia por imunoafinidade com análise proteômica por espectrometria de massas e aplicação de ferramentas da bioinformática. Dessa forma, puderam ser caracterizadas as toxinas reconhecidas por ambos os soros, bem como as toxinas que conferem ao soro australiano a capacidade de neutralização mais abrangente. Os ensaios de antivenômica foram realizados através de duas marchas analíticas. Na primeira, o veneno de M. lemniscatus foi aplicado em coluna com soro brasileiro (BUT) acoplado; a fração cromatográfica não retida foi então injetada em coluna com soro australiano (CSL). Na segunda marcha, o veneno foi aplicado separadamente nas colunas BUT e CSL. Verificou-se que entre um quarto e metade do proteoma do veneno de M. lemniscatus consiste de proteínas não atribuídas a toxinas. Considerando-se apenas o conjunto de toxinas no veneno, predominam 3FTx, L-aminoácido oxidases (LAO), PLA2 e inibidores de proteases. Dentre as toxinas reconhecidas por ambos os soros, predominam as 3FTx, igualmente abundantes nos venenos de M. lemniscatus, M. frontalis e M. corallinus. O reconhecimento exclusivo pelo soro australiano abrangeu 3FTx, PLA2, LAO, lectinas, inibidores de proteases do tipo Kunitz, serinoproteases, disintegrinas e metaloproteases, toxinas que conferem ao soro australiano capacidade de neutralização mais abrangente em relação ao soro brasileiro. O padrão de reconhecimento exclusivo pelo soro australiano é caracterizado por toxinas homólogas presentes tanto em Micrurus que habitam a América do Norte e Central e bacia amazônica, quanto em elapídeos asiáticos e da Oceania. Portanto, a abrangência limitada do soro brasileiro pode ser devida à ausência daquelas toxinas da mistura antigênica utilizada na produção do soro. Outro fator limitante da abrangência é a reduzida imunogenicidade das toxinas 3FTx, exemplificada pelo não reconhecimento da Frontoxina I de M. frontalis pelo soro brasileiro. Há indícios de que a diferença entre os soros australiano e brasileiro quanto à capacidade de soroneutralização se deva principalmente as suas composições qualitativas. | |
| dc.description.notasgerais | Tese (Doutorado em Tecnologia Nuclear) | |
| dc.description.notastese | IPEN/T | |
| dc.description.teseinstituicao | Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - IPEN-CNEN/SP | |
| dc.format.extent | 186 | |
| dc.identifier.citation | FELGUEIRAS, CARLOS F. <b>Análise antivenômica de segunda geração para avaliação do perfil imunológico de venenos elapídicos</b>. Orientador: Patrick Jack Spencer. 2025. 186 f. Tese (Doutorado em Tecnologia Nuclear) - Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - IPEN-CNEN/SP, São Paulo. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.11606/T.85.2025.tde-13112025-154014">10.11606/T.85.2025.tde-13112025-154014</a>. Disponível em: https://repositorio.ipen.br/handle/123456789/49540. | |
| dc.identifier.doi | 10.11606/T.85.2025.tde-13112025-154014 | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.ipen.br/handle/123456789/49540 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.local | São Paulo | |
| dc.rights | openAccess | |
| dc.title | Análise antivenômica de segunda geração para avaliação do perfil imunológico de venenos elapídicos | |
| dc.title.alternative | Second-generation antivenomic analysis for the evaluation of the immunological profile of elapid venoms | |
| dc.type | Tese | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| ipen.autor | CARLOS FARIAS FELGUEIRAS | |
| ipen.codigoautor | 9682 | |
| ipen.contributor.ipenauthor | CARLOS FARIAS FELGUEIRAS | |
| ipen.identifier.ipendoc | 31639 | |
| ipen.meioeletronico | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/85/85131/tde-13112025-154014/pt-br.php | |
| ipen.type.genre | Tese | |
| relation.isAuthorOfPublication | d434d907-255b-44de-ada4-f506d63f8cef | |
| relation.isAuthorOfPublication.latestForDiscovery | d434d907-255b-44de-ada4-f506d63f8cef | |
| sigepi.autor.atividade | CARLOS FARIAS FELGUEIRAS:9682:810:S |
Licença do Pacote
1 - 1 de 1
Carregando...
- Nome:
- license.txt
- Tamanho:
- 1.71 KB
- Formato:
- Item-specific license agreed upon to submission
- Descrição: