Remoção de um radionuclídeo usando um biossorvente
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2006
Autores IPEN
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CONGRESSO DE CIENCIA E TECNOLOGIA EM RESIDUOS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL
Resumo
O aumento da atividade industrial durante as últimas décadas tem levado à
degradação ambiental. Os metais pesados, devido à sua toxicidade, representam
uma ameaça à vida animal e ao meio ambiente. Os solos sempre contêm metais
pesados e as suas concentrações variam em função da geologia local e das
alterações antropogênicas. A atividade humana vem aumentando os níveis de íons
metálicos em muitos dos nossos ecossistemas aquáticos naturais, por exemplo, a
mineração, os efluentes domésticos e industriais como os de galvanoplastia, os
fertilizantes, os pesticidas. Métodos correntes para o tratamento de água incluem
precipitação, coagulação/flotação, sedimentação, flotação, filtração, processos de
membrana, técnicas eletroquímicas, troca iônica e processo biológico. A adsorção
utilizando o carbono ativado é um método bastante conhecido para a remoção de
metais pesados de efluentes industriais, mas seu alto custo restringe o uso em
larga-escala. Diversos materiais têm sido estudados na adsorção de metais
pesados, dentre eles: cortiça, turfa, resíduos de mandioca, casca de amendoim,
partes do tronco do mamão, etc. Este trabalho tem por objetivo apresentar estudos
de remoção de íons U6+ em solução aquosa usando um biossorvente, o bagaço de
cana-de-açúcar. A produção de cana-de-açúcar em nosso país é de cerca de 310
milhões de toneladas, o que representa cerca de 24% da produção mundial. O
bagaço é um resíduo da indústria açucareira e do álcool. A preparação do
biossorvente e os resultados dos estudos de remoção são apresentados. O bagaço
de cana-de-açúcar, inicialmente foi lavado com água destilada, seco à temperatura
ambiente por alguns dias e separado granulometricamente nos tamanhos desejados
(0,6 , 8,5 e 30 mm2
). Foi escolhido um tamanho intermediário ( 0,64 < bagaço < 9,61
mm2
) devido à suficiente %remoção (80%) e à facilidade do seu preparo. O estudo
cinético foi feito em diferentes tempos de contato (5 a 120 min) e, para tanto, fixouse a dose do biossorvente em 12,5 g/l, a concentração do soluto em 0,1 g/l, a
velocidade de agitação em 400 r.p.m. Outros estudos também foram feitos, tais
como a influência do pH ( 2 a 5 e 7,5 a 10) da solução de urânio, a velocidade de
agitação do sistema soluto+bissorvente (200 a 500 r.p.m.) e a dose, a qual
representa a relação entre a massa do biossorvente e o volume da solução do
radionuclídeo. Sob as melhores condições, o bagaço de cana-de-açúcar apresentou
uma capacidade de adsorção de 12,2 mg/g, para a solução de 0,1 g/L. Todos os
experimentos de adsorção foram realizados em batelada e o controle analítico de
U6+ por espectrofotometria. Baseado nos resultados, o bagaço de cana-de-açúcar
revelou-se um forte candidato como adsorvente de íons U6+ para competir com os
trocadores iônicos utilizados nos processos de tratamento de rejeito radioativo.
Como referenciar
YAMAMURA, AMANDA P.G.; YAMAURA, MITIKO. Remocao de um radionuclideo usando um biossorvente. In: CONGRESSO DE CIENCIA E TECNOLOGIA EM RESIDUOS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL, 6-9 de agosto, 2006, Sao Pedro, SP. Anais... Disponível em: http://repositorio.ipen.br/handle/123456789/13239. Acesso em: 24 Mar 2026.
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