Avaliação de segurança na gestão pré-deposição de fontes radioativas seladas em desuso (FRSD)

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Julio Takehiro Marumo

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Durante as últimas décadas ocorreu o desenvolvimento de diversas técnicas de utilização das radiações ionizantes. Algumas empregam fontes radioativas não-seladas enquanto outras utilizam fontes radioativas seladas (FRS) em aplicações industriais, na medicina, na pesquisa, na agricultura e na gestão do meio ambiente. As FRS são formadas por uma pequena massa de um radioisótopo em forma concentrada, que é permanentemente contida em uma cápsula suficientemente resistente às condições de uso, atendendo às especificações para as quais foi projetada e garantindo a estanqueidade até mesmo em circunstâncias de adversidades previsíveis. A maioria dessas fontes tem concentração de atividade elevada, (relação entre a atividade e o volume ocupado pelo material radioativo) e, portanto, são relativamente pequenas em tamanho, aumentando a probabilidade de problemas como perda, extravio (roubo, vandalismo, abandono) e acidentes, em condições de ausência de gestão especializada. Após algum tempo de utilização as FRS tornam-se inaproveitáveis e passam a ser classificadas como fontes radioativas seladas em desuso (FRSD), mas muitas unidades consideradas inapropriadas para as aplicações a que estiveram relacionadas, apresentam níveis significativos de radiação e precisam ser administradas com cautela, visando diminuir quaisquer riscos de exposição acidental e manuseio indevido. Para isso, é necessário recolhê-las aos institutos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), e gerenciá-las como rejeito radioativo. De acordo com a classificação dos cenários, estabeleceu-se uma ordem crescente de periculosidade da exposição acidental às FRSD de alta atividade (241Am, 137Cs, 226Ra, 192Ir e 90Sr) e de média atividade (241Am, 60Co, 226Ra e 137Cs), com base nas maiores doses efetivas e (ou) doses efetivas comprometidas. A avaliação de segurança da gestão das fontes radioativas seladas em desuso (FRSD) subdivide-se em dois momentos: pré-deposição e pós-deposição. A avaliação pré-deposição corresponde à análise de riscos do conjunto de operações unitárias, que são atividades administrativas e técnicas envolvidas na coleta, segregação, manuseio, tratamento, acondicionamento, transporte, armazenamento e deposição das FRSD. A descrição do processo como uma sequência de operações unitárias permite que se avaliem os riscos envolvidos em cada uma de modo que a segurança do processo possa ser estudada por completo. Em decorrência da existência de riscos aos trabalhadores e ao meio ambiente na gestão das FRSD, é necessário identificar e adotar ações de prevenção de acidentes e mitigação de consequências, sujeitando diligentemente todas as fases do tratamento das FRSD às responsabilidades e obrigações previstas pelo órgão regulador.


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