Fotobiomodulação em células de câncer de mama após exposição à radiação ionizante

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Introdução: A radioterapia vem sendo utilizada no tratamento de alguns tipos de câncer, causando alguns efeitos deletérios a células sadias adjacentes. A fotobiomodulação(PBM) surge como uma alternativa para modular processos inflamatórios e acelerar a cicatrização de lesões, no entanto, seu uso na Oncologia é limitado já que os efeitos da PBM em células tumorais são controversos. Objetivos: O objetivo deste estudo foi verificar os efeitos da PBM em células de câncer de mama após exposição à radiação gama. Métodos: As células de câncer de mama (MDA-MB-231) foram cultivadas em meio DMEM suplementado com 10 % de soro fetal bovino e armazenadas em incubadora com 5% CO2 a 37C. Uma concentração de células (1x105) foi colocada em placas de 96 poços em triplicata e exposta à radiação ionizante em um irradiador de fonte 60CO tipo Gamacellcom a dose de 10Gy(IR10). Vinte e quatro horas após a radiação ionizante, as células foram expostas à irradiação de um laser de emissão λ= 660nm, potência de saída de 40mW e área de 0,04cm². A distância entre o laser e a monocamada de células foi mantida constante de modo que o laser ficasse em contato direto com o fundo da placa. O tempo de exposição foi de 60 s (IR10+PMB60) e 120 s (IR10+PMB120), correspondendo às energias de 2,4 e 4,8J (PMB), respectivamente. Após vinte e quatro horas da exposição ao laser, foi verificada a viabilidade celular através do teste de exclusão com azul de tripane contagem em hemocitômetro, o ciclo celular, expressão de pcna, caspase3 e a proteína p53 utilizando a técnica de citometriade fluxo com canal de leitura em FL1-H do grupo não irradiado com radiação gama e não irradiado com laser (IR0+PMB0) e dos demais grupos. Os experimentos foram realizados em triplicata em três momentos distintos (n=9). A análise estatística foi realizada no programa OriginPro 8com os testes Shapiro Wilkpara testar normalidade, Anova One-Way para comparação das médias. O teste deTukeyfoi realizado para identificar diferenças significativas quando p<0,05. Resultados: Os resultados obtidos mostraram que durante o período experimental analisado, a PBM não influenciou na viabilidade celular (IR0+PMB0=25,95±1,07, IR10= 24,84±5,87, IR10+PMB60=26,11±1,69, IR10+PMB120=21,72±1,56, PMB= 23,45±0,33), na expressão de caspase3(IR0+PMB0=1,7±0,8,IR10=1,25±0,07,IR10+PMB60=1,00±0,30,IR10+PMB120=2,45±0,15, PMB= 1,55±0,75) e da proteína p53 (IR0+PMB0=5,35±1,75, IR10= 6,1±1,32,IR10+PMB60= 5,9±0,05, IR10+PMB120=6,35±1,15, PMB= 6,35±1,15), independente da energia utilizada. No ciclo celular foi possível verificar maior população nas fases S e G2/m, entretanto a expressão de pcna(IR0+PMB0=14,85±0,77,IR10=8,65±0,91,IR10+PMB60=4,35±0,85, IR10+PMB120=6,45±1,55, PMB= 6,0±0,8) não foi significativa, mas apresentou valores inferiores comparados ao grupo IR10. Conclusões: Em vista dos resultados apresentados verificamos que a PBM não influenciou a viabilidade celular, as expressões de caspase3, p53 e a expressão de pcna, independente da energia utilizada. Estes resultados sugerem que a PBM pode ser associada ao tratamento dos efeitos deletérios da radioterapia em pacientes oncológicos.

Como referenciar
SILVA, C.R.; LUNA, A.C.L.; MARIA, D.A.; RIBEIRO, M.S. Fotobiomodulação em células de câncer de mama após exposição à radiação ionizante. Anais da SBBN, v. 3, p. 56-56, 2016. Disponível em: http://repositorio.ipen.br/handle/123456789/31154. Acesso em: 24 Mar 2026.
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