Metodologia para avaliação de doses de radiação ocupacional em exames radiográficos de extremidades distais de equino
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Autores IPEN
Orientador
Maria da Penha Albuquerque Potiens
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Resumo
O diagnóstico osteoarticular de equinos via raios X portáteis impõe desafios críticos à proteção radiológica devido à proximidade do Indivíduo Ocupacionalmente Exposto (IOE) e à prática comum de contenção manual. Este estudo avaliou as doses ocupacionais (H*(10) e Hp(0,07)), sob potencial fixo de 70 kVp, confrontando medições reais e simulações no Geant4. Os resultados revelam uma margem de segurança operacional extremamente estreita: em protocolos padrão (5 mAs e campo de 35 × 43 cm), o Nível de Investigação Mensal (1 mSv) é atingido com apenas 4 pacientes diários. Em cenários de alta demanda e utilização de incidências oblíquas (cenário de maior risco), o limite anual de investigação (6 mSv) seria excedido com um fluxo de apenas 1,63 animais/dia, evidenciando que serviços de grande porte operam no limiar do risco radiológico na ausência de EPIs e extensores. A dose nas mãos do IOE mostrou-se oito vezes superior à de corpo inteiro, atingindo 18,82 µSv por disparo. Por outro lado, a redução do mAs e a colimação restrita (18 × 24 cm) reduziram a dose em até 81%, ratificando a eficácia do princípio ALARP. Conclui-se que a contenção manual sem blindagem é insustentável perante as normas da ANSN, sendo imperativa a adoção de barreiras físicas e acessórios de posicionamento para evitar que o IOE exceda os limites ocupacionais vigentes.