Influência da velocidade e do comprimento das fases de injeção nas propriedades mecânicas e na microestrutura da liga de alumínio SAE 380 fundidas sob pressão
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2022
Autores IPEN
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CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA E CIÊNCIA DOS MATERIAIS, 24.
Resumo
No processo de fundição sob pressão, as ligas mais utilizadas são as ligas de Al-Si por
apresentarem baixo ponto de fusão, boa resistência mecânica à tração, dureza e alongamento. No
processo de fundição sob pressão é aplicada uma elevada pressão hidráulica e grande velocidade
de injeção no metal líquido, gerando assim diversos tipos de defeitos de fundição, como por
exemplo: porosidade, junta fria e falha de enchimento, resultando em diminuição das propriedades
mecânicas do produto fundido. Visando a melhoria da qualidade dos produtos fundidos sob
pressão, esse artigo tem como objetivo analisar a influência dos parâmetros do processo
velocidade e comprimento das fases de injeção nas propriedades mecânicas da liga de alumínio
A380. O procedimento experimental consistiu da injeção de corpos de prova utilizando o processo
de fundição sob pressão em máquina injetora de câmara fria de 400 t de força de fechamento. As
variações de velocidade de injeção foram feitas da seguinte maneira: 3 variações de velocidade na
primeira fase de injeção com 0,10 m/s, 0,25 m/s e 0,50 m/s e 3 variações de velocidade na segunda
fase de injeção com 0,6 m/s, 1,5 m/s e 3,0 m/s. A determinação das propriedades mecânicas foi
realizada por meio de ensaios de tração e medidas de dureza. A caracterização microestrutural da
liga de alumínio injetada foi realizada por microscopia óptica para todas as variações de velocidade
e comprimento de fases. Os resultados das propriedades mecânicas indicaram que a variação da
velocidade da primeira fase de injeção não afetou significativamente o limite de resistência, a
dureza e o alongamento da liga de alumínio. Contudo, a menor velocidade da primeira fase de
injeção (0,10 m/s) acarretou um valor de limite de escoamento significativamente maior do que o
obtido em velocidades maiores. Essa diferença se deu pelo aumento da microporosidade
ocasionada pela turbulência na câmara de injeção com o aumento da velocidade da primeira fase
de injeção. O aumento da velocidade da primeira fase de injeção também ocasionou uma
diminuição no tamanho de grão. Com relação à segunda fase de injeção, o aumento da velocidade
favoreceu também uma diminuição do tamanho de grão e um aumento de microporosidade.
Contudo, a menor velocidade de injeção da segunda fase favoreceu a formação de junta fria
causada pelo encontro de fluxos de metal líquido que não se fundem completamente, conduzindo
a um menor valor de alongamento. ocasionado pela baixa velocidade de injeção para a segunda
fase. Na velocidade maior de injeção da segunda fase as microporosidades formadas estão mais
bem distribuídas e compactas na matriz, melhorando o limite de escoamento da liga de alumínio.
Como referenciar
COUTO, A.A.; MARCHIOLI, C.A. Influência da velocidade e do comprimento das fases de injeção nas propriedades mecânicas e na microestrutura da liga de alumínio SAE 380 fundidas sob pressão. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA E CIÊNCIA DOS MATERIAIS, 24., 6-10 de novembro, 2022, Águas de Lindóia, SP. Resumo... Disponível em: http://repositorio.ipen.br/handle/123456789/33774. Acesso em: 20 Mar 2026.
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