Diagnóstico por fluorescência e tratamento fotodinâmico de queilite actínica
Carregando...
Data
Data de publicação
Autores IPEN
Orientador
Martha Simões Ribeiro
Título da Revista
ISSN da Revista
Título do Volume
É parte de
É parte de
É parte de
Resumo
A queilite actínica (QA) ou queilose solar é considerada precursora de malignidade in situ no lábio, com alta probabilidade de evoluir para carcinoma espinocelular (CEC) invasivo. A QA desenvolve-se vagarosamente, o que faz com que as alterações por ela causadas passem despercebidas pelos pacientes. Devido à sua taxa de malignização, é crucial realizar um diagnóstico e tratamento precoce para prevenir o desenvolvimento de um CEC invasivo. O diagnóstico por fluorescência óptica pode ser utilizado como um complemento ao exame clínico e a anamnese, auxiliando na localização precisa da biópsia e no monitoramento do tratamento. Por outro lado, a terapia fotodinâmica (PDT) pode oferecer uma nova abordagem no controle dessa doença, em seus diversos estágios, seja como uma terapia autônoma para lesões precoces ou como terapia adjunta para casos avançados. Este estudo teve como objetivo diagnosticar precocemente e avaliar a efetividade da PDT mediada por luz vermelha e azul de metileno (AM) em QA. Foram incluídos 25 participantes na fase 1 do estudo (diagnóstico), todos trabalhadores expostos ao sol, com idades entre 35 e 50 anos, e diagnosticados com QA. Para a fase 2 (tratamento), continuaram 19 pacientes. Os participantes foram instruídos até o final do tratamento a usar protetor labial solar de fator de proteção no mínimo 30, e a retornar para avaliação após 30 dias. Antes do início do tratamento e ao final foram realizados registros fotográficos com o laser Evince, além de uma anamnese sobre hábitos e condições de saúde no início do tratamento. Os participantes compareceram a 5 visitas para aplicação da PDT. A intervenção foi realizada com um laser de emissão vermelha (660 nm, 100 mW, 120 s/ponto) e mediada pelo AM em solução a 1%, de forma tópica, embebido em uma gaze colocada no lábio inferior do indivíduo. Após 10 min, procedeu-se à irradiação pontual de toda a superfície da mucosa afetada, com espaçamento aproximado de 1 cm entre os 3 pontos da aplicação. As sessões foram realizadas em dias alternados, com um intervalo mínimo de 48 h entre elas. Nossos resultados mostraram que o padrão de cores de fluorescência para mucosa com QA foi significantemente maior do que aquele da mucosa saudável. Além disso, a PDT apresentou eficácia clínica ao comparar os resultados obtidos pré e pós-tratamento, já que uma diferença significativa foi observada no padrão de cores da mucosa. Estes achados destacam o potencial de combinar o diagnóstico por fluorescência óptica com a PDT como uma abordagem valiosa para a detecção precoce e tratamento da QA, potencialmente reduzindo o risco de progressão para CEC invasivo.
Como referenciar
ARAUJO, JULIANA C.O. de. Diagnóstico por fluorescência e tratamento fotodinâmico de queilite actínica. Orientador: Martha Simões Ribeiro. 2024. 53 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Tecnologia das Radiações em Ciências da Saúde) - Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - IPEN-CNEN/SP, São Paulo. Disponível em: https://repositorio.ipen.br/handle/123456789/49098. Acesso em: 20 Jan 2026.
Esta referência é gerada automaticamente de acordo com as normas do estilo IPEN/SP (ABNT NBR 6023) e recomenda-se uma verificação final e ajustes caso necessário.